sábado, 13 de junho de 2009

Esse é um texto que me emociona muito, acho que gostaria de tê-lo escrito.

É tão simples, genuino e fantástico.

EU QUERIA TER E SER


Eu queria ter tipo um campo pra jogar com todos meus amigos.
Eu queria ter tipo uma vida menos corrida.
Eu queria ter uma vida menos confusa.

Eu queria acordar vendo uma cachoeira todo dia.
Eu queria poder tomar banho nela quando quisesse.

Eu queria poder parar de procurar o amor.
Eu queria poder dormir abraçadinho com alguém.

Eu queria poder morar dentro daquela música do John Lennon.
Eu queria poder abrir a janela e olhar grandes montanhas forradas de verde.

Eu queria poder dizer que sou feliz.

Eu queria poder dar aula numa escolinha no interior, pra um monte de criança inocente.
Eu queria ter tipo uma mensagem que fizesse as pessoas desistirem de carrões, de grandes sonhos de consumo.

Eu queria ter tipo o poder de convencer que as pequenas coisas são as mais gostosas.

Eu queria ser tipo mais compreensivo.
Eu queria ser tipo mais amigo.
Eu queria ser tipo um morador de uma casinha dentro de um cenário qualquer.

Eu queria ser tipo um menino brincando de Falcon novamente.
Eu queria acordar só mais um dia vendo meu pai e minha mãe juntos.
Eu queria poder dizer a eles que estou indo bem na escola da vida.
Eu queria ter participado mais da vida familiar.
Eu queria ter podido dar mais condições a eles.

Eu queria poder trocar o que conquistei por um único olhar daquela menina.
Eu queria que minhas poesias a conquistassem.
Eu queria que pessoas como o Renato e o Cazuza tivessem tido o que tanto cantavam, o amor.

Eu queria ter conhecido o Plínio Marcos, o João Antônio, o Raul Seixas e o Chico Science.
Eu queria estar escrevendo o que eu queria ter um dia.

Eu queria ter nascido num cenário do Star Wars.
Eu queria ter conhecido a Emilia e o Visconde.
Eu queria ter um poço de pesca pra mim e pros meus amigos.

Eu queria ter tipo uma máquina do tempo, para poupar tanto sofrimento.
Eu queria ter uma cabana, com gelo no teto e árvores em volta.

Eu queria nem saber o que é dinheiro.

Eu queria ser tipo um cara conquistador.
Eu queria ter a certeza que conquistadores são felizes.

Eu queria saber cantar.
Eu queria ser tipo um viajante.
Eu queria acordar com um grande café da manhã na minha cama.

Eu queria registrar aquele sorriso naquele dia para sempre.

Eu queria poder saber o que será do meu povo amanhã.

Eu queria poder saber por que ela não conseguiu ficar ao meu lado.

Eu queria saber a fórmula de um grande sucesso.
Eu queria saber por que a fórmula do fracasso é agradar todo mundo.

Eu queria ter um robozinho daqueles de plástico que minha mãe me dava em datas especiais.
Eu queria ver meu pai chegando e fingir que estava dormindo novamente.

Eu queria saber dizer mais coisas agradáveis.
Eu queria que todos comemorassem o natal de verdade.

Eu queria um dia poder voar como um pássaro.
Eu queria ser tipo uma frota contra o mal.

Eu queria saber o que é o mal.

Eu queria ser tipo um cara em que as idéias valessem algo.
Eu queria ser tipo um cara que deixou algo pra alguém.

Eu queria poder mostrar aquele momento em que o menino dividiu o pão velho que comia com todo mundo numa viela.
Eu queria poder entender como os engravatados podem comer numa mesa onde o almoço é mais caro que o salário da maioria de brasileiros e mesmo assim dormem tranqüilos.

Eu queria ser tipo um cara ingênuo, a ponto de acreditar em Papai Noel, Duendes e na polícia.
Eu queria ser tipo um cara sem insônia, sem gastrite, sem dores tão fortes na alma.

Eu acho que ainda queria ser só um desenhista.
Eu acho que ainda queria ser só alguém num mundo legal.

Eu acho que ainda queria ser aquele menino que não via as coisas como elas eram.
Eu acho que ainda queria ser aquele chato que sempre levantava a mão primeiro na hora das perguntas.
Eu acho que ainda queria ser mais um da turma.
Eu acho que ainda queria brincar de banca de gibis com minha irmã.
Eu acho que ainda queria ser aquele menino que andava de banca em banca procurando aventuras em quadrinhos.

Eu acho que ainda queria ter a esperança boba de achar que poderia fazer a diferença nessa bagunça de mundo.

Eu acho que vou dormir e também acho que, amanhã bem cedo, vou revirar minhas coisas e vou procurar aquela velha foto que tinha todos meus amigos de infância e certamente lembrarei de um por um porque eles já não estão mais ao meu lado.

[Ferrez]

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Os Lutadores

FONTE (Ilustrada, Terça-feira, 22 de agosto de 1989) -

http://andreforastieri.uol.com.br/?p=557

Herói não é quem bate, herói é quem aguenta apanhar. No ringue, no palco, na vida. Cabe só a você escolher o ponto final de tanta surra.

Esse é o ponto de O Lutador, o filme, que finalmente vi. É o trabalho mais previsível - e tocante - do imprevisível Darren Aronofsky. Ele é o autor de Pi, Réquiem para um Sonho e A Fonte, totalmente diferentes um dos outros e de O Lutador, todos recomendados.

O personagem principal de O Lutador, o decadente astro de luta-livre Randy Robinson, quase foi intepretado por Nicholas Cage. Inimaginável. Mickey Rourke é o próprio Randy Robinson - um perdedor na vida que busca a única vitória que ainda lhe é possível sob os holofotes e os olhos do público.

Randy me lembrou Raul. 
             
MR. ROCK’N'ROLL

 Desde que o consumo de drogas e álcool de Raul Seixas subiu às alturas, no final dos anos 70, sua carreira – que sempre abominou as linhas retas – se tornou cada vez mais errática.

Chegou um ponto – especificamente, 1988 – em que ninguém mais confiava em Raul Seixas. Com 44 anos e 21 discos nas costas, nenhuma gravadora ou promotor de show apostava um tostão nas condições físicas e mentais do velho roqueiro.

A volta foi triunfal – por seu enorme sucesso e, antes disso, simplesmente por acontecer. Começou em setembro do ano passado, quando Raul foi convidado por seu herdeiro Marcelo Nova para cantar quatro músicas num show em Salvador. Raul – uma ruína física – ressuscitou numa performance endiabrada.

Centenas de milhares de pessoas viram os mais de 30 shows que se seguiram. Marcelo abria para Raul, que desfiava hits – “Rock das Aranhas”, “Aluga-se” – e hinos – “Ouro de Tolo”, “Metamorfose Ambulante”, “Sociedade Alternativa”, “Gita”. A voz era tremulante, mas ninguém se importava.

Sabe-se lá o que Raul tinha, para ser tão amado e respeitado. O fato é que sua figura há muito tempo tinha tomado proporções que ultrapassavam de longe suas muitas qualidades. Raul não era mais só o co-fundador da atitude rock brasileira, ao lado dos Mutantes. Também não era só quem melhor misturou o rock’n’roll com ritmos nacionais como o xote ou o baião, ou o único a colocar uma sensibilidade especificamente nordestina a serviço do rock. Seus fãs, os mais fiéis, não o adoravam só por seu messianismo ou sua visão contracultural. Mesmo quem não era fã, torcia pelo velho roqueiro.

O fato é que no final de sua vida Raul Seixas tinha se tornado um herói popular, um dos últimos disponíveis numa época em que acreditar em qualquer coisa ou pessoa está cada vez mais difícil. Por mais irregular que tenha sido sua carreira, por mais destrambelhada sua vida, ninguém nesse país mereceu mais o título que Raul Seixas carregou até ontem – “Mr. Rock’n’roll”.

sábado, 23 de maio de 2009

Enquanto Existir Dinheiro, O Mundo Nunca Será Perfeito

Os velhos apelos ao preconceito racial, sexual, intelectual, religioso, ao fervor nacionalista raivoso estão começando a falhar.

[Abre-se um olho] 

"A questão de quem eu sou, se sou bom ou mau, bem-sucedido ou não,tudo isso se aprende no 
caminho. É só um passeio, nós podemos mudá-lo a hora que quisermos. E´só uma escolha. Sem 
esforço, sem trabalho, sem emprego, sem economias. Eu percebi que estava jogando errado. O 
jogo era descobrir o que EU JÁ ERA.


[Fecha-se o olho]

[Aparece uma cidade vazia, e as TV´s nos prédio tem interferencia]

[Alguém discursa, não identifiquei quem é... mas a imagem é em preto e branco, e parece ser um discurso antigo, talvez anos 50 ou 60.]

"Veremos o quão importante é trazer para a mente humana a REVOLUÇÃO RADICAL.
Essa crise é uma crise na consciência. 

Uma crise que não pode mais aceitar as velhas normas, os velhos padrões, as antigas tradições. E, considerando o que o mundo é hoje, com toda miséria, conflito, brutalidade destrutiva, agressão, e assim por diante... "

[A tela fica toda preta]

O homem ainda é o mesmo de antes. 

[...]

[Aparece uma TV, com várias imagens passando]

Infelizmente, economia é um assunto frequentemente visto com confusão e tédio. Sequencias 
infinitas de termos financeiros, aliadas a cálculos intimidadores, fazem as pessoas rapidamente desistir de tentar entendê-la. No entanto o fato é: A complexidade associada ao sistema financeira é somente uma máscara criada para ocultar uma das estrututas mais socialmente estagnantes que a humanidade já tolerou. 

"Ninguém é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre"
Johann Wolfgand von Goethe
1749-1832


Alguns anos atrás, o banco central dos EUA, a Reserva Federal, criou um documento chamado "Mecânica Monetária Moderna". Esta publicação detalhava a prática institucionalizada de
criação de dinheiro, como é utilizada pela Reserva Federal e a rede global de bancos comerciais que ele sustenta. Na página de abertura, o documento afirma seu objetivo: "O propósito deste livreto é descrever o processo básico de criação de Dinheiro em um sistema bancário de reservas fracionadas".

 [...]

Funciona assim:

O governo dos EUA decide que precisa de dinheiro. Então ele fala com a Reserva Federal e pede, digamos, 10 bilhões de Dólares. O RF responde: "Claro, vamos comprar 10 bilhões em títulos públicos de vocês". Aí o Governo pega alguns papéis, coloca símbolos neles que os fazem parecer oficiais, e os chama de títulos do Tesouro. Ele atribui a esses papéis o valor de 10 bilhões de dólares e os envia para a RF. Em troca, o pessoal da RF imprime uma quantia de papéis deles próprios. Só que desta vez, com o nome de notas da Reserva Federal. Também atribui o valor de 10 bilhões a esses papéis, a RF pega essas notas e as troca pelos títulos. Assim que a transação é concluída. O governo pega os 10 bilhões em notas da Reserva Federal, e deposita em uma conta bancária. E com esse deposito, as notas de papel passam oficialmente a ter valor de moeda, adicionando 10 bilhões ao suprimento monetário dos EUA. E aí está! Foram criados 10 bilhões novinhos em dinheiro. Claro que esse exemplo é uma generalização, pois na realidade essa transação ocorreria eletronicamente sem nenhum uso de papel. Na verdade, só 3% do suprimento monetário dos EUA existe em moeda física. Os outros 97% existem somente nos computadores. Então, títulos públicos são, por definição, instrumento de endividamento. E quando a RF compra esses titulos com dinheiro criado basicamente do nada, o governo está na verdade prometendo devolver esse dinheiro a RF. Em outras palavras, o dinheiro foi criado a partir de uma dívida. Esse paradoxo estarrecedor, de como o dinheiro ou o valor podem ser criados a partir de dívidas ficará mais claro à medida que continuamos esse exercício... Bem, a troca foi realizada e agora 10 bilhões de dólares estão em uma conta bancária comercial. Aqui é onde isso fica interessante, já que, com base na prática de reservas fracionadas, esse depósito de 10 bilhões torna-se instantaneamente parte das reservas do banco, como todo depósito [...] Assim dos 10 Bilhões depositados, 10%, ou 1 Bilhão é guardado como a reserva exigida enquanto os outros 9 bilhões são considerados excedente de reserva e podem ser usados como base para novos emprestimos. O lógico seria presumir que esses 9 bilhões estão saindo do depósito existente, de 10 bilhões. Porém, esse não é o caso. O que ocorre é que os 9 Bilhões são criados a 
partir do nada sobre o depósito existente de 10 bilhões. É assim que o suprimento monetário 
é expandido. Em outras palavras, os 9 bilhões podem ser criados do nada.

Agora vamos imaginar que alguém entra nesse banco e toma emprestado os 9 bilhões recém-disponibilizados. Eles provavelmente vão pagar esse dinheiro. o processo então se repete 10 % é isolado e em seguida 90% dos 9 bilhões, ou 8,1 bilhões tornam-se dinheiro recém-criado disponivel para mais emprestimos. E claro, esses 8,1 podem ser emprestados e redepositados criando mais 7,2 bilhões, mais 6,5 bilhões, mais 5,9 bilhões... etc. Este ciclo de dinheiro pode se tornar tecnicamente infinito, 90 bilhões de dólares podem ser criados a partir dos 10 bilhões originais. Em outras palavras: Para cada depósito que é feito no sistema bancário, pode-se criar nove vezes esse valor a partir do nada. Agora entendemos como o dinheiro é criado pode nos ocorrer uma pergunta lógica ainda que desconcertante. Mas o que está dando valor a esse dinheiro recém-criado? 


A resposta: O dinheiro que já existe. O dinheiro novo basicamente tira valor do suprimento 
monetário já existente já que o montante total de dinheiro está aumentando independente da 
demanda por bens e serviços [Aparecem pessoas trabalhando] Os preços sobem, reduzindo o 
poder de compra de cada dólar. Isso é normalmente chamado de inflação e a inflação é 
basicamente um imposto oculto cobrado das pessoas.

[...]

Quando criamos dinheiro do nada, não temos economias, essa é a fraude. E ainda há o que se 
chama de "capital". Minha pergunta se resume a: Como é que podemos esperar resolver os 
problemas da inflação, ou seja, o aumento da oferta de dinheiro, com mais inflação? 

Claro que não podemos.

[...]

Agora se essa realidade da inflação inerente perpétua parece absurda e economicamente 
auto-destrutiva. Espere um pouco, pois absurdo é pouco para definir como nosso sistema 
financeiro realmente opera. 

[Aparece mãos, guardando dolares]

Em nosso sistema financeiro, dinheiro é divida. E divida é dinheiro. Quanto mais dinheiro 
existe, mais dividas. E quanto mais dividas existem, mais dinheiro. Colocando de outro modo: 
Cada dólar na sua carteira é devido por alguém a outra pessoa. Lembre-se: O único modo do 
dinheiro passar a existir é através de empréstimos. Se todos os países pudessem pagar todas 
suas dividas, incluindo o governo, não haveria um único dólar em circulação. 

"Se não houvesse dívidas em nosso sistema financeiro, não haveria dinheiro"
Marriner Eccles - Governador da Reserva Federal  
1941


A única vez em que a divida Americana foi quitada, foi em 1835, depois do presidente ANDREW 
JACKSON fechar o banco central anterior a Reserva Federal. Toda plataforma politica de 
Jackson girava essencialmente em torno desse compromisso de fechar o banco central. 
Infelizmente os banqueiros internacionais conseguiram instalr outro banco central em 1913.

[...]

A depreciação do dinheiro em circulação eleva os preços para a sociedade e, como todo esse 
dinheiro é criado a partir de dívidas e circula alaetoriamente através do comércio, as 
pessoas acabam distanciadas de sua dívida original. Existe um desiquilibrio quando pessoas 
são forçadas a competir por empregos a fim de obter dinheiro suficiente do suprimento 
monetário para cobrir seu custo de vida. Por mais defeituoso e distorcido que tudo isso 
pareça, ainda falta um elemento que omitimos desta equação, e é esse o elemento da estrutura 
que revela a natureza fraudulenta inerente ao sistema: A COBRANÇA DE JUROS. Quando o governo toma dinheiro emprestado da RF, ou quando uma pessoa toma um empréstimo de um banco, ele quase sempre deve ser devolvido com juros pesados.  

domingo, 10 de maio de 2009

O pior Cego....


Devo admitir que talvez a Bíblia tenha sido a maior sacada inteligente que houve no Planeta... por que ela uniu, as vezes emprestou histórias de outras civilizações, de outras culturas e juntou tudo em um ponto só.

Bom, sempre no Domingo, é de costume, as pessoas irem a Igreja, na Missa, ou sei lá mais o quê. Isso remonta de há muito tempo atrás, Constantino um dos responsáveis pelo Cristianismo que conhecemos hoje existir, foi um grande PAGÃO... ele tentou unificar o PAGANISMO e o CRISTIANISMO, os PAGÃOS, veneram o Sol, e muitos cristãos e religiosos hoje vão as Igrejas nos dias de DOMINGO, sem saber que estão indo para fazer tributos semanais ao DEUS-SOL. Domingo é o DIA DO SOL, em inglês, DOMINGO é SUNDAY, Dia do Sol. Pois bem, a partir da unificação em muitos pontos entre o CRISTIANISMO e o PAGANISMO e a fusão clara de religiões, Constantino então decidiu fazer uma reunião ecumênica para decidir se Jesus iria ser DIVINO ou NÃO (Olhe só, Jesus que muitos hoje adoram, já esteve em votação, para se decidir se ele seria DIVINO ou NÃO [sic,sic]), até então, Jesus era apenas um profeta normal, pelo que podemos ver a votação foi a favor, e Jesus passou a ser visto como FILHO DE DEUS, Constantino transformou Jesus em um ser divino, e desde então ele teve o mundo nas mãos, por que juntamente com isso, surgiu a Igreja Catolica Romana... o único canal para se chegar a JESUS.

Mas viajando um pouco pelo Egito. Osiris, um DEUS EGIPCIO, tinha um irmão chamado SET, que por inveja o matou. Ele decidiu fazer um plano para matar o irmão junto a outros setenta e dois conspiradores. Na bíblia temos uma história parecida: CAIM E ABEL. Mas o emprestimo de OSÍRIS não termina aí. Quando Osíris nasceu ele foi anunciado por Três Homens sábios, as três Mintaka, Anilam e Alnitak do cinturão de Orion (Aí, aí, é impossivel escrever isso tudo e não captar que houve muitos Discos Voadores nessa história). Na bíblia temos os Três Reis Magos. O AMEN, surgiu também de OSÍRIS, que foi tirado de um Hino Egipcio e que também era invocada em cada final de oração. E outra, Osíris assim como Jesus, ressucitou, para dar esperança a todos, que também poderiam se tornar eternos. Outras coisas comuns, é o fato de que o filho de OSÍRIS (HORUS), que também é a sua reencarnação, tem também muitas caracteristicas com o Jesus biblico, ele nasceu em 25 de Dezembro, por uma virgem chamada Isis. Seu pai terreno se chamava "SEB" (que se traduz José), com 30 anos ele foi batizado (mesma idade de Jesus), ele também era conhecido como " O caminho, a verdade e a luz ", e " Cordeiro de Deus ". Como Jesus, Horus também reinaria por 1.000 anos.

Além disso, inscrições no templo de Luxor há 3500 anos mostram imagens da Anunciação, Concepção Imaculada, Nascimento e adoração, Thot anunciando para a virgem Isis de que ela irá conceber, Kneph "Espírito Santo" impregnando a virgem, e o bebê sendo visitado pelos 3 magos. Há também as estátuas da virgem segurando seu bebê.

Não estou aqui me colocando contra JESUS, ele é uma grande inspiração para o Mundo, mesmo que sua DIVINDADE tenha sido inventada ou não. Também creio que historicamente, ele foi um homem sábio, e um grande revolucionário... mas fica as perguntas, por que Osíris/Horus e Jesus são tão iguais?

O pior cego, é aquele que não quer ver... e eu não quero ficar cego...

[Dan]

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sinos da Catedral de Liverpool tocarão 'Imagine'


A Catedral Anglicana de Liverpool afirmou hoje que permitirá que, na próxima semana, seus sinos soem ao som de Imagine, de John Lennon. A decisão vai em contra do esperado, já que não está de acordo com a letra e a filosofia de uma canção que seu próprio autor qualificou de "hino antireligioso".

A administração da catedral, que tem um dos campanários mais altos do mundo, levou em conta a "sensibilidade" da letra e chegou à conclusão de que sua capacidade para inspirar as pessoas supera qualquer possível ofensa. A idéia partiu dos organizadores do festival cultural Futuresonic, que será realizado de 13 a 16 de maio principalmente na cidade de Manchester, com etapa excepcional em Liverpool.

No entanto, o conteúdo antirreligioso da canção tinha provocado certa polêmica, especialmente em uma pesquisa da revista anglicana Church Times na qual 64% dos entrevistados se opunham à iniciativa.

"Permitir que nossos sinos toquem Imagine não significa que estejamos de acordo com o conteúdo lírico ou a filosofia da música", explicou hoje um porta-voz da Catedral. "Nós reconhecemos seu poder de nos fazer pensar. Também reconhecemos a existência de outras opiniões no mundo", comentou o porta-voz.

O clássico de Lennon soará no próximo dia 16 de maio.A canção foi escrita em 1971 e qualificada pelo ex-Beatle como "antirreligiosa, anticonvencional e anticapitalista". Segundo comentou a viúva de Lennon, Yoko Ono, a idéia de que os sinos da Catedral de Liverpool reproduzam a canção é "tão bonita" que a deixou "sem palavras". 

Fonte: http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI3753093-EI1267,00-Sinos+da+Catedral+de+Liverpool+tocarao+Imagine.html

Um Bom Ato - George anos anos 60 falsificou autógrafos dos Beatles para fã vitima de Leucemia


O jornal inglês The Sun revelou que o ex-Beatle George Harrison falsificou os autógrafos de todos os outros três membros da banda em fotos enviadas para uma vítima terminal de leucemia, durante o auge do sucesso do grupo, na década de 1960.

Ann Bartlett tinha apenas 16 anos quando descobriu que tinha cãncer. Ela morreu pouco depois de ter seu sonhos realizado, que era receber fotos autografadas dos Beatles e de Harrison. Mas o guitarrista, que recebeu o pedido da garota, não conseguiu colher as assinaturas dos colegas de banda a tempo. Assim, para não deixar o presente incompleto, resolveu ele mesmo autografar os nomes de Paul McCartney, John Lennon e Ringo Starr.


Agora, as fotos vão a um leilão beneficente. Elas estão orçadas em 1.300 libras e o dinheiro vai ser destinado para pesquisas contra a leucemia. A família de Ann Bartlett revelou que pessoas ligadas à George Harrison, que morreu de câncer em 2001, revelaram a falsificação. A casa de leilões que avaliou as imagens afirmou que as assinaturas "dão um charme às fotos".

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Mentira ou Verdade? 

Acreditamos no que queremos acreditar, mas lógico, precisamos de uma força para isso, esse ato de GEORGE HARRISON na minha opinião foi magnifico, ele poderia simplesmente ter dito a verdade, e deixar a garota morrer infeliz sem realizar o seu sonho, mas falsificou os autografos, e nos últimos momentos de sua vida ela foi feliz graças a isso... as vezes a mentira pode salvar vidas, e a verdade destruí-las... não, na verdade não existe verdade, nem mentira. Realmente, não existe. 

terça-feira, 21 de abril de 2009

O Início, o fim e o meio de Raul Seixas no cinema


Por Lucas Cunha

No último domingo, estive no primeiro dia das filmagens de “O Início, o fim e o meio”, documentário sobre Raul Seixas que deve chegar aos cinemas ainda em 2009, segundo me garantiu o produtor executivo do filme, Denis Feijão.

Hoje(segunda), já no final da tarde, a Paramount, distribuidora do filme enviou divulgação para todo seu mailing nacional anunciando o início das filmagens e seu lançamento ainda em 2009, quando se completam 20 anos da morte de Raul Seixas. Ou seja: fãs, comemorem, ele sai mesmo esse ano.

A visita ao set, instalado no primeiro dia no Café Portela, no Rio Vermelho, rendeu a matéria que sai nesta terça no Caderno 2 de A TARDE, mas que também pode ser conferida no Cineinsite.

Estavam lá os dois diretores - e sobretudo amigos - Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel. Walter, a maior unamidade do cinema nacional, como o melhor diretor de fotografia em atividade, tem, pelo menos nos trabalhos que estão sob seu comando, sempre alguma ligação com a música ou a arte em geral.

O que ganhou maior fama junto ao grande público é a cinebiografia “Cazuza - O Tempo Não Pára”, quando dividiu a direção com Sandra Werneck. Em maio, quando as filmagens de Raul Seixas dão uma parada, Walter lança seu segundo trabalho como diretor de ficção com “Budapeste”, a adaptação do livro de Chico Buarque (olha a música aí de novo!).

Procura-se


Walter e Evaldo fizeram o pedido, que foi aceito de imediato. Ajudá-los a achar dois fãs de Raul, que aparecem em fotos simbólicas para os diretores. A primeira, foi inclusive publicada no Jornal A Tarde, em 1993. Um rapaz, de nome Carlos Augusto Santana Silva, que tentou levar como recordação a lápide de Raul Seixas.

A outra, enviada pela produção do filme, mostra um grupo de fãs chorando no túmulo de Raul Seixas, durante o seu enterrro. Eles estão atrás do rapaz de barba, na extrema direita.

Quem tiver informações a produção deixou este contato (71) 9158-8895 ou e-mail: projetoraulseixas@gmail.com. A ideia é entrevistá-los para entender melhor esse universo dos fãs de Raulzito.

Documentário sobre Raul Seixas começa a ser filmado em Salvador

“Estamos materializando aqui uma ideia de cinco anos atrás, quando um garoto visionário decidiu que iria fazer um filme sobre Raul Seixas". 

O autor da frase é Walter Carvalho, mais respeitado diretor de fotografia do cinema brasileiro em atividade ("Central do Brasil", "Lavoura Arcaica"), ao iniciar, no último domingo(19) em Salvador, as fillmagens de "O Inicio, o Fim e o Meio", documentário que promete abrir ainda mais o baú de informações sobre a vida do lendário roqueiro baiano, morto em 21 de agosto de 1989.

O "garoto" em questão é o produtor Denis Feijão, 30, idealizador do longa. Para um completo desconhecido no mercado cinematográfico, quando teve a ideia, é impressionante ver a estrutura que o projeto tomou.

"É uma conquista ver tudo se concretizando. E, para mim, era fundamental começar aonde tudo começou para Raul", diz Feijão, explicando o motivo das filmagens começarem pela capital baiana. 

Depois de Salvador, a equipe parte para filmagens no Rio de Janeiro e São Paulo, finalizando em junho com entrevistas no exterior (provavelmente na Suíça) com o parceiro de Raul, o escritor Paulo Coelho. Também impressiona a escalação para a direção do projeto: Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel, nomes consagrados do cinema nacional.

Carvalho tem, como diretor, no currículo, a bem sucedida cinebiografia "Cazuza – O Tempo Não Para" (co-dirigido por Suzana Werneck) e o premiado documentário "Janela da Alma", (co-dirigido por João Jardim). 

"Fiquei muito sensibilizado com o convite porque, como documentarista, gosto de trabalhar com a memória", disse ele, em um intervalo nas gravações das primeiras entrevistas do filme, realizadas no Café Portela, no bairro do Rio Vermelho.

Acostumado aos trabalhos em dupla e vendo o tamanho da proporção do trabalho, Carvalho (que lança no próximo dia 22 de maio a adaptação para o cinema do livro de Chico Buarque, "Budapeste") convidou para a empreitada o amigo Mocarzel – editor nos anos 90 do caderno de cultura do jornal Estado de S. Paulo e, na atual década, um documentarista de filmes como "Do Luto à Luta" e "A Imagem do Concreto". "Serviu para aumentar o meu medo em me meter nesta aventura", brinca Carvalho.

Parece que, realmente, Raul Seixas estava no caminho de Mocarzel. Além de ser testemunha de vários momentos do que chama de "ascensão e queda de Raul", outro fato curioso liga o jornalista/cineasta ao cantor: "Quando fui morar em São Paulo, em 1990, morei no apart hotel em que ele morreu. O filme está cheio dessas coincidências loucas. Quando o Waltinho me chamou para dividir a direção, fiquei muito excitado. Raul é o expoente de uma época. Vamos falar de Brasil, dos anos 60. Quer dizer, até o fato dele ter nascido em 1945, ano das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, marcou o estilo apocalíptico dele".

Falando em coincidências, uma delas veio logo de cara no início das filmagens em Salvador. É que, como o humorista Chico Anysio estava na cidade, se apresentando no Teatro Castro Alves, os diretores foram atrás de uma entrevista. Mas o que ligaria Raul Seixas e Chico Anysio?


"Tivemos a informação de que o Chico deu uma força para o Raul ir para o Rio. Na verdade, o que ele fez foi sugerir ao (cantor) Jerry Adriani os Panteras (banda com que Raul tocou no início de sua carreira). Muitos episódios da vida de Raul são lendas. Disseram também que o Chico Anysio tinha ajudado a carregar os instrumentos dos Panteras. O que até tem uma parte de verdade. Vamos ter que enfrentar essas várias camadas de realidades, essas ciladas", explica Carvalho.

"Claro que você vislumbra um filme na sua cabeça. Eu vislumbro essa textura de memória, ir no colégio Maristas, onde ele foi expulso, e observar a ação do tempo nessas locações. O filme terá várias texturas, porque temos matérias das mais diversas fontes: Super 8, VHS, e por aí vai. Também queremos trabalhar com o silêncio e, ao mesmo tempo, o universo rock'n'roll do Raul, sua trajetória, problemas com o alcoolismo. Uma de suas mulheres diz que, se ele passava uma imagem de artista muito agressivo, em casa era um homem muito delicado e timido. Queremos também humanizar o mito", complementa Mocarzel.

Entre as 54 pessoas pré-selecionadas para as entrevistas, estão personalidades como os cantores Jerry Adriani e Marcelo Nova, as três mulheres com quem Raul foi casado, os companheiros de banda local Os Panteras, além de personalidades da indústria musical, como os produtores Roberto Menescal, André Midani e Marco Mazolla.
Por fim, a pergunta que os fãs devem estar ansiosos: quando o filme chega às telas? "Te garanto que sai esse ano. Acho que está mais para a Mostra Internacional de São Paulo (fim de outubro), entrando no circuito comercial logo depois", afirma Feijão.


Fonte: CINE IN BLOG - A TARDE